Speedy: em menos de um mês, usuários relatam novos problemas

Desde o início da tarde desta quinta-feira (2/7), os usuários paulistas do serviço de banda larga da Telefônica, o Speedy, estão com problemas na conexão.

Esta é a segunda vez que os clientes do Speedy enfrentam dificuldades em menos de um mês. No dia 16 de junho, internautas começaram a relatar problemas de acesso. Na época, a operadora disse não ter identificado um bug generalizado.

As vendas do Speedy foram suspensas no dia 23 de junho pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) devido a inúmeras panes no serviço.

Após a decisão, a Telefônica apresentou um plano de 70 milhões de reais para melhorar a oferta. Os usuários, contudo, ainda enfrentam problemas.

Cristiano Oliveira, da cidade de São Paulo, afirma que em muitos momentos não consegue sinal e, ao obter sucesso na conexão, sua velocidade é de aproximadamente 17 Kb por segundo – seu plano é de 4 MB.

Já Vinicius Lombardi, de Guarulhos, ficou sem acesso por quase 2 horas – entre 13h15 e 15h15. Ao se conectar novamente, reclama que “é preciso recarregar a maioria das páginas, e a velocidade está abaixo do normal”. O usuário Rodrigo Rox permaneceu sem conexão por cerca de 3 horas.

Usar um sistema de domínios DNS (do inglês Domain Name System) alternativo foi a solução encontrada por Jefferson Midei, que na pane anterior, iniciada no dia 16 de junho, também foi vítima das falhas. “A conexão acontece, mas a navegação está muito lenta”, explica.

Segundo o usuário Gregori Pavan, da cidade de Peruíbe, um assistente da Telefônica confirmou, por meio de atendimento telefônico no número 10315, que o Speedy está em manutenção em todo o estado de São Paulo.

A Telefônica disse oficialmente ao IDG Now! que por enquanto está apurando as informações para identificar o que está ocorrendo.

IDG Now!

Ministério Público pede que Telefônica não cobre multa de rescisão do Speedy

O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) recomendou nesta quinta-feira (2/7), que a operadora de telefonia Telefônica aceite o cancelamento do contrato do serviço de internet, o Speedy, sem que o cliente tenha que pagar a rescisão por causa da cláusula de fidelização.

A recomendação vem depois de clientes reclamarem que o serviço fornecido pela Telefônica vem apresentando reiteradas falhas, interrupções e lentidões no acesso à internet, além do serviço de atendimento ao consumidor apresentar demora. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), inclusive, já suspendeu a Telefônica de fazer novas contratações devido ao mau serviço prestado.

O procurador da República Marcio Schusterschitz da Silva Araújo, autor da recomendação, entende que a empresa não pode querer impor o prejuízo da sua má prestação de serviços aos consumidores. “O contrato de longa duração só é justo se mantida a qualidade do serviço por todo o período prestado”, avaliou Schusterschitz.

No “Contrato de Prestação de Serviços Speedy” (em pdf), a operadora informa que a rescisão contratual “implica em multa de 10% sobre o valor equivalente a 12 vezes o valor da mensalidade, a ser paga pela parte infratora à parte prejudicada. Para usuários do Speedy 1 Mega com velocidade de 1 Megabit por segundo (Mbps), que custa 79 reais mensais, por exemplo, a multa para rescindir o contrato seria de 94,80 reais.

O MPF também quer que a empresa não coloque o nome de clientes no cadastro de restrição de créditos, por débitos relativos a partir do mês de abril deste ano, enquanto não forem permitidas novas vendas de serviço de internet pela Anatel. Outra recomendação feita é que a empresa melhore a eficiência no atendimento ao consumidor pelo telefone.

A recomendação também é dirigida à Anatel tendo em vista que o setor e o contrato são regulados pela agência. A Telefônica e a Anatel têm 10 dias úteis, depois do recebimento, para responder ao MPF.

IDG Now!

McAfee lança ferramenta que protege navegação de crianças na web

Férias, crianças em casa, garotada com muito tempo para navegar na internet. Você fica tranquilo sobre os sites acessados por seus filhos? Pois há ferramentas que permitem controlar a navegação dos pequeninos, como a Family Protection, lançada nesta quinta-feira (2/7) em português pela McAfee.

A ferramenta é um download de apenas 6 Megabytes (MB) e, segundo a empresa, permite monitorar as atividades online dos filhos, evitando o acesso a conteúdos que podem ser inadequados, seja em conversas via programas de mensagens instantâneas (Instant Messaging), e-mail, navegação na internet ou via download.

Com ele é possível criar perfis limitando o tempo de uso e o que pode ser acessado, gravar conversas em comunicadores instantâneos, restringir arquivos baixados e estabelecer filtros por tema, entre outras coisas.

O novo software custa 99 reais (para três usuários) e roda nos sistemas operacionais Windows XP ou Vista com o pacote de atualizaçõs Service Pack 2 (SP2), 128 MB de memória RAM e navegador Internet Explorer ou Firefox. O programa está disponível no site http://br.mcafee.com .

Saiba mais sobre o controle de atividades na web na reportagem Fique ligado no que as crianças fazem ao usar a internet.

IDG Now!

Microsoft pode vender versão “família” do Windows 7

A Microsoft pode lançar uma versão “família” do Windows 7 Home Premium, que dá direito a instalar o sistema operacional em até três computadores diferentes de uma mesma casa.

Essa possibilidade foi descoberta pelo site ZDNet, após a revisão de uma cláusula dos “Direitos de Uso e Instalação” encontrados na versão Release Candidate do Windows 7, que diz o seguinte: “Se você é uma ‘usuário qualificado do Family Pack (pacote família), você poderá instalar uma cópia do software em até três computadores em sua residência para uso das pessoas que moram lá”.

A Microsoft ainda não confirmou a informação nem revelou o valor do pacote, mas o site ZDNet estima que o pacote família vai custar 189 dólares nos EUA.

O único problema é que a versão do Windows 7 Home Premium tem preço sugerido de 199 dólares, ou seja, a versão “família” deveria ter um preço diferente.

O mais provável é que os compradores da versão Home Premium do novo sistema operacional terão três licenças, assim como já acontece hoje em dia com o pacote de aplicativos para escritório Office 2007.

Também existe a possibilidade de a Microsoft remover a cláusula da versão final do Windows 7, que deve chegar ao mercado em 22 de outubro.

IDG Now!

Usuária condenada a pagar US$ 1,9 mi por pirataria online irá apelar

A norte-americana Jammie Thomas, condenada a pagar 1,9 milhão de dólares por compartilhar músicas ilegalmente na internet, irá apelar contra a decisão, informaram advogados do caso à CNET nesta quinta-feira (2/7).

Jammie foi condenada, no dia 19 de junho, pela associação das gravadoras dos Estados Unidos – Recording Industry Association of America (RIAA) – por baixar e compartilhar 24 músicas na web, infringindo direitos autorais dos artistas.

Segundo um dos advogados da ré, Joe Sibley, a norte-americana quer questionar a constitucionalidade da indenização. O argumento é que eles são desproporcionais a qualquer dano real.

Esta será a terceira fase do processo de Jammie. Em outubro de 2007, ela havia sido condenada a pagar 222 mil dólares pela pirataria online. A sentença mudou, no mês passado, para 1,9 milhão de dólares e, segundo a RIAA, a multa poderia ser de até 3,6 milhões de dólares.

Sibley diz à CNET que representantes da RIAA ligaram para o advogado para saber se Jammie tinha interesse em discutir um acordo. A proposta foi negada, pois a ré não tem interesse em discussões que envolvem assumir a culpa ou pagá-los.

O advogado aponta que, na ligação, não houve proposta de um valor que Jammie poderia pagar para eliminar o processo. Após o primeiro julgamento, a oferta do grupo havia sido esquecer o caso se a norte-americana pagasse 25 mil dólares.

Ray Beckerman, especialista em direitos autorais, diz que a multa prejudica as gravadoras.

IDG Now!

Speedy: Telefônica anuncia plano de R$ 70 milhões para melhorar serviço

A Telefônica apresentou à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) nesta sexta-feira (26/06) um plano de ação para solucionar os problemas com o Speedy, seu serviço de acesso à Internet em banda larga. Nos próximos meses, a empresa investirá 70 milhões de reais na rede do Speedy. No ano, o montante soma 750 milhões de reais.

A proposta da operadora é dividida em três etapas: 30 dias, 90 dias e 180 dias. Envolve, entre outros pontos, a ampliação da rede IP da operadora, bem como da capacidade dos equipamentos DNS – que indicam para onde cada endereço IP deve apontar quando o servidor receber uma requisição de acesso a um determinado site. Além disso, a empresa também se compromete a rever procedimentos de intervenção e aumentar a segurança da rede.

No próximo mês, a empresa vai focar em promover melhorias na rede IP, incluindo a troca e a instalação de roteadores e outros equipamentos. A capacidade dos servidores DNS será duplicada, de acordo com a operadora. De acordo com o presidente da operadora, além das mudanças na infraestrutura, haverá alterações de procedimento para agilizar e tornar mais eficiente o processo de atendimento, gerenciamento de rede, instalação e manutenção.

O plano apresentado à Anatel é uma tentativa da Telefônica de retomar as vendas do Speedy, suspensas desde a última terça-feira (23/06), quando entrou em vigor a determinação da agência para a operadora deixasse de comercializar o serviço, devido aos inúmeros problemas que a oferta vinha enfrentando.

A assessoria de imprensa do órgão regulador informou que não há prazo para concluir a análise do plano apresentado pela Telefônica. Mas só depois que a Anatel avaliar a proposta é que a agência decidirá se mantém ou suspende a proibição das vendas do Speedy.

Histórico

A Telefônica enfrentou várias panes em seus serviços de banda larga e de telefonia fixa nos últimos 12 meses. A mais séria delas aconteceu em julho de 2008, quando os clientes da empresa ficaram por 36 horas sem o Speedy. Na ocasião, um problema no roteador, equipamento que faz o controle do tráfego da internet, em Sorocaba, interior de SP, foi apontado pela empresa como o responsável pela pane.

Em abril, o serviço de banda larga da Telefônica ficou instável por quase uma semana. A empresa apontou ataque de crackers como o motivo para a instabilidade do Speedy. No começo de junho de 2009, foi a vez da telefonia fixa enfrentar problemas, deixando mudos telefones de várias regiões do Estado de São Paulo por 14 horas. Desta vez, a Telefônica culpou um prestador de serviço, que cometeu uma falha humana, de acordo com comunicado distribuído pela operadora.

Uma reportagem de COMPUTERWORLD, que ouviu especialistas e ex-funcionários do alto escalão da operadora, aponta que a excessiva terceirização de serviços e a falta de investimentos estão na raiz dos problemas enfrentados pela operadora.

Em junho, nova instabilidade afetou os usuários do Speedy. A Telefônica disse que os problemas eram localizados e não afetavam vários clientes do serviço.

Ressarcimento da pane do Speedy em maio chega aos clientes

As faturas dos clientes do serviço de banda larga Speedy, da Telefônica, referentes a pane do mês de maio começaram a chegar com os descontos referentes ao tempo em que o serviço ficou indisponível.

De acordo com uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo nesta sexta-feira (26/6), os descontos foram a partir de 55 centavos de real para quem tem o plano Speedy 500, por exemplo, cuja mensalidade é 49,90 reais. Para quem tem o Speedy 2 Mega, com mensalidade de 78,85 reais, o desconto foi de 88 centavos de real.

O ressarcimento, segundo a Telefônica, é proporcional ao período de 8 horas de instabilidade.

O Procon-SP afirma que o valor é insuficiente para ressarcir os usuários e afirma que continua em negociações com a Telefônica para aumentar o desconto. Além disso, o órgão recomenda que os clientes que se sentiram prejudicados devem comparecer a um órgão de defesa do consumidor e registrar sua reclamação.

IDG Now!

Ataques a bug não corrigido do Windows vão aumentar, diz Symantec

A exploração de uma vulnerabilidade no Windows 2000, XP e Server 2003 tem sido adicionada a um novo kit para ataques online, alertou a empresa de produtos de segurança Symantec.

O bug no componente DirectShow, que a Microsoft descobriu há um mês, tem sido disseminado entre crackers, o que significa que os ataques vão aumentar em pouco tempo, disse a pesquisadora da Symantec Liam Murchu.

O bug tem sido explorado em sites de phishing. Quando a vítima é redirecionada para uma URL maliciosa que hospeda o código de ataque do DirectShow, arquivos com a extensão .avi são baixados no sistema da vítima, permitindo, posteriormente, o download e instalação de cavalos-de-troia no PC da vítima.

A Microsoft ainda não publicou uma correção para o problema, embora ataques que exploram o bug tenham sido rastreados desde maio. A próxima correção da companhia deve acontecer dia 14 de julho.

Enquanto isso, a recomendação da Microsoft é desabilitar o QuickTime, o tocador de mídia da Apple, que tem uma falha no sistema de análise do DirectShow, um componente do DirectX.

IDG Now!

Google corrige vulnerabilidade crítica no browser Chrome

O Google corrigiu uma vulnerabilidade de segurança no browser Chrome que a empresa classificou como crítica ao anunciar a correção na segunda-feira (22/06).

A última versão do navegador, 2.0.172.33, corrige um bug que permitiria que um usuário mal intencionado executasse um ataque de sobrecarga de buffer (conhecido como buffer overflow), que permite o uso de ferramentas automatizadas para identificar sistemas com vulnerabilidades e explorá-las, segundo o blog oficial do Google.

Com sucesso, um cracker poderia travar o Chrome e rodar malwares na máquina comprometida. O Google planeja oferecer mais detalhes sobre a vulnerabilidade, descoberta pela sua equipe de pesquisadores, assim que a maioria dos usuários atualizarem o navegador.

Esta versão do Chrome corrige ainda outros bugs, incluindo um que trava o browser quando ele carrega alguns sites que usam a URL segura HTTPS.

IDG Now!

Speedy: call center diz que venda está suspensa por tempo indeterminado

A Telefônica atendeu a determinação da Anatel e interrompeu a venda do serviço Speedy, por tempo indeterminado, a partir desta terça-feira (23/6).

Em contato com o serviço de atendimento e vendas do Speedy, por telefone, às 11h40 de hoje, a reportagem do IDG Now! tentou fechar o pedido de compra do serviço de banda larga iniciado na segunda-feira (22/6) – quando a oferta estava disponível mesmo após a publicação da decisão da Anatel no Diário Oficial da União – e foi informada sobre a interrupção nas vendas por tempo indeterminado.

“Referente ao Speedy, por uma razão de indisponibilidade da rede de suporte do serviço Speedy, na data de ontem, a Anatel proibiu, temporariamente, a comercialização do serviço”, disse a atendente Carla F., por volta das 11h40 de hoje.

“A empresa não pode mais estar comercializando (o serviço) a partir da data de hoje. Até ontem estava sendo feita a venda, mas a partir de hoje a empresa não está comercializando, até segunda ordem”, complementou a vendedora.

Questionada sobre o prazo de retomada das vendas, a atendente disse não ter previsão. “Assim que a Telefônica conseguir a liberação a gente vai passar a informação para o cliente. Da mesma forma que a empresa informou que não iria mais vender o serviço, quando voltar vai ser informado ao cliente também”.

A decisão da Anatel prevê uma multa de mil reais por assinatura do Speedy vendida, após a publicação de sua decisão no Diário Oficial. Na avaliação dos advogados Guilherme Ieno, da Koury e Lopes Advogados, e Estela Guerrini, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a Telefônica deve ser multada por ter mantido as vendas do Speedy na segunda-feira.

A operadora argumentou, em um comunicado na tarde de ontem, não ter sido notificada sobre a decisão da agência reguladora e informou que interromperia as vendas do Speedy a partir da meia-noite de hoje.

Na página principal do site da Telefônica, o aviso “Comunicado Importante Speedy” leva o internauta a um arquivo em pdf no qual a operadora replica o comunicado enviado na tarde de ontem, sobre o encerramento temporário das vendas do Speedy.

“Em razão da instabilidade da rede de suporte ao serviço Speedy, a Anatel determinou a suspensão temporária da sua comercialização. Estamos trabalhando fortemente para que a situação se normalize o mais breve possível”, explica a operadora no site do Speedy.

IDG Now!